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A idade do leite

Pescadores-coletores que viveram há 3 mil anos em área hoje do litoral catarinense amamentavam filhos até 2 anos de idade

Por MARCOS PIVETTA | ED. 268 | Junho 2018. Fonte da Revista Pesquisa FAPESP.

Materiais arqueológicos do sítio de Jabuticabeira II, em Laguna, como a mandíbula e os dentes de bebês Imagem: Léo Ramos Chaves
Materiais arqueológicos do sítio de Jabuticabeira II, em Laguna, como a mandíbula e os dentes de bebês Imagem: Léo Ramos Chaves

Ossos e dentes encontrados em sítios arqueológicos podem guardar informações importantes sobre os indivíduos a que pertenceram, como traços anatômicos, idade aproximada e presença de doenças. A reconstituição dos hábitos alimentares, ainda que de forma parcial, também é possível por meio da análise da concentração de diferentes isótopos estáveis de dois elementos químicos que se preservam no esqueleto humano: carbono e nitrogênio. Continue lendo A idade do leite

Os Guardiões do Avencal

Por: www.grafismorupestre.com

O Abrigo sob rocha do Morro do Avencal I possui grafismos rupestres muito interessantes pertencentes à  Tradição Geométrica meridional e atribuída a subtradição Morro do Avencal, segundo PROUS citado por CARMELATO (2005).

As figuras mais impressionantes são as faces humanas estilizadas em relevo e que aproveitam as depressões e falhas das rochas, dando profundidade e noção 3D para a representação!

Clique nas imagens para ampliá-las.

Figura 1: Uma representação da face do Guardião 2 (veja a fotografia 2 abaixo) do Abrigo Morro do Avencal I – Urubici - Santa Catarina. Figura: Jean Marie Polli, 2017. Continue lendo Os Guardiões do Avencal

Homo sapiens no centro da América do Sul

Sítio perto de Cuiabá indica presença do homem há 27 mil anos em Mato Grosso

Por MARCOS PIVETTA | ED. 259 | SETEMBRO 2017. Fonte da Revista Pesquisa FAPESP.

Distante cerca de 80 quilômetros (km) a noroeste de Cuiabá, o município mato-grossense de Jangada está colado ao centro geográfico da América do Sul. Para qualquer lado que se ande, a visão do oceano, seja o Pacífico ou o Atlântico, somente aparece depois de percorridos ao menos 1.500 km. Nessa porção do Cerrado, a vegetação é mais densa e a serra das Araras, com altitudes entre 500 metros (m) e 800 m, pontua a paisagem.

Em um abrigo sob rochas de difícil acesso, situado em um vale na parte sudeste da cadeia de montanhas, dois paredões calcários preservam um pedaço pouco conhecido da pré-história do Brasil e das Américas.

Pintura rupestre de um dos 170 sítios pré-históricos da Cidade de Pedra, perto de Rondonópolis. (Reprodução do Livro Pré-História de Mato Grosso – VOL. 2) Continue lendo Homo sapiens no centro da América do Sul

TIRU-PURUSHAM: O sagrado criador

Por: www.grafismorupestre.com

E se sua imagem sagrada de criador fosse depredada?

O que mais degrada os sítios arqueológicos na região dos Campos Gerais é a ação humana, e o extremo ao qual o homem moderno pode chegar é tentar registrar sua presença no local através do rabisco com pedras ou de qualquer outra forma sobre as pinturas milenares.

Este tipo de depredação é irreversível pois ataca diretamente a pintura e a tentativa de recuperá-la pode degradá-la ainda mais.

As figuras abaixo mostram com tristeza o que “seres humanos conhecidos como sapiens”, sem a mínima noção da importância histórica das pinturas, fazem ao visitarem os abrigos. Nós queremos acreditar que estas pessoas simplesmente ignoram os fatos por falta de conhecimento e informação.

Com certeza este admirador do Sagrado Criador não tem um estado de espírito elevado, depredando pinturas tão antigas quanto a Cultura Hindu. Abrigo Usina São Jorge – Ponta Grossa - Paraná. Foto: Jean Felipe Goes, 2009.

Figura 1: Com certeza este admirador do Sagrado Criador não tem um estado de espírito elevado, depredando pinturas tão antigas quanto a Cultura Hindu. Abrigo Usina São Jorge – Ponta Grossa – Paraná. Foto: Jean Felipe Goes, 2009. Continue lendo TIRU-PURUSHAM: O sagrado criador

— Mãos ao alto isso é um assalto!

Por: www.grafismorupestre.com

Existiam assaltos já na pré-história?

Os abrigos utilizados pelos homens das cavernas geralmente eram em lugares estratégicos, e o sítio do Abrigo Usina São Jorge está localizado em uma excelente lapa no alto do vale do Rio Pitangui, de onde as pessoas que ali habitaram tinham uma ampla visão de todo o vale e campos por quilômetros de distância. Essas características do abrigo poderiam trazer vantagens, como a localização de caça e a proteção contra inimigos, os quais na linguagem moderna não passariam de ladrões atrás de comida, armas e utensílios. Na Figura 1 mostramos a lapa no pico do morro. E na Figura 2 a vista privilegiada do entorno do abrigo.

O Abrigo Usina São Jorge no alto de um morro do vale do Pitangui – Ponta Grossa - Paraná. Foto: Jean Felipe Goes, 2009.

Figura 1: O Abrigo Usina São Jorge no alto de um morro do vale do Rio Pitangui – Ponta Grossa – Paraná. Foto: Jean Felipe Goes, 2009.

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Agricultores e sedentários

Por MARCOS PIVETTA | ED. 252 | FEVEREIRO 2017 da Revista Pesquisa FAPESP.

Ancestrais do grupo Jê viviam em habitações subterrâneas e cultivavam mandioca e feijão no planalto catarinense há mil anos.

Novos estudos arqueológicos têm colocado à prova a visão tradicional sobre os povos indígenas do tronco linguístico Jê que habitaram entre o sul de São Paulo e o norte do Rio Grande do Sul na primeira metade do milênio passado. Escavações recentes feitas em sítios do planalto de Santa Catarina indicam que esses grupos, dos quais descendem os índios das atuais etnias Kaingang e Laklãnõ/Xokleng, eram mais do que caçadores-coletores que levavam uma vida nômade, sem local de moradia fixa e hierarquia social definida.

Círculos no chão, como o presente em sítio arqueológico de Campo Belo do Sul, demarcam áreas de celebração funerária chamadas danceiros.

Continue e leia o texto completo no site da FAPESP: Clique aqui.

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Desafio: Visite o Sítio Usina São Jorge online!

Por: www.grafismorupestre.com

A lapa norte do abrigo da Usina do Jorge em Ponta Grossa é repleto de figuras zoomorfas (formas de animais) com aves e muitos cervídeos ( na América do Sul são comuns os Veados de diversas linhagens desta família). Ele possui painéis com arte rupestre de aproximadamente 7000 anos, nas paredes e no teto.

Visite online a lapa norte do Sítio Arqueológico da Usina do São Jorge em Ponta Grossa no Paraná clicando no link abaixo.

Lapa Norte do Abrigo Usina São Jorge em 360º

Este trabalho foi realizado por CELSO MARGRAF que é Guia local Voluntário do Google.

Quantos cervídeos você encontrou no site? E quantas Aves? Deixe seus comentários. Continue lendo Desafio: Visite o Sítio Usina São Jorge online!

Abrigo da Pedra do Índio – Extrema – MG

Por: www.grafismorupestre.com

Para chegar até o início da trilha percorremos cerca de 7 KM por uma boa estrada asfaltada desde o centro da cidade de Extrema durante aproximadamente 20 minutos. A prefeitura marca os pontos turísticos da cidade com placas indicativas. Apesar deste sítio estar localizado em propriedade particular da Fazenda do Matão, é permitida a visitação.

Sitio arqueológico com pinturas rupestres Pedra do Índio Extrema MG Brasil www.grafismorupestre.com

Figura 1 – Placa à beira da estrada indicativa do caminho para o Abrigo da Pedra do Índio, Extrema, Minas Gerais, Brasil. Fotografia: Jean Marie Polli, 2011.

A caminhada desde a estrada pela trilha íngreme até o cume do morro onde o abrigo está localizado é um tanto quanto penosa, chegou a faltar ar, pois além da subida o caminho estava úmido pela chuva que havia caído e escorregões não faltaram; leva-se em torno de vinte minutos.

Figura 2 – O Abrigo da Pedra do Índio visto do sul, Extrema, Minas Gerais, Brasil. Fotografia: Jean Marie Polli, 2011. -22.830553 S, -46.36558E.

Figura 2 – O Abrigo da Pedra do Índio visto do sul, Extrema, Minas Gerais, Brasil. Fotografia: Jean Marie Polli, 2011. -22.830553 S, -46.36558E.

O abrigo é composto por um paredão com uma inclinação aproximada de 45 graus negativos em relação à vertical, com uns dez metros de altura e em torno de vinte metros de extensão, o que proporciona um excelente abrigo.

Localizado, como era comum na pré-história, em ponto estratégico no alto do morro (estimamos 140m de altura em relação ao fundo do vale), de onde os homens que ali habitaram tinham uma visão ampla do imenso vale com extensão em torno de 8 Km, de onde poderiam por exemplo, observar a caça e prováveis inimigos.

Figura 3 – Visão a partir do Abrigo da Pedra do Índio para sudeste, com o imenso vale e Extrema ao Fundo (+- 8 Km em linha reta), Minas Gerais, Brasil. Fotografia: Jean Marie Polli, 2011.

Figura 3 – Visão a partir do Abrigo da Pedra do Índio para sudeste, com o imenso vale e Extrema ao Fundo (+- 8 Km em linha reta), Minas Gerais, Brasil. Fotografia: Jean Marie Polli, 2011.

Um local fascinante com visão linda da Serra da Mantiqueira, que vale a pena ser visitado e preservado.

Em um dos próximos “posts” descreveremos as pinturas rupestres que encontram-se neste abrigo. E mais, em outro artigo mostraremos que o vandalismo antrópico (relativo à ação do homem) também está presente neste abrigo.

Veja os decalques e mais informações sobre as pinturas rupestres presentes neste artigo, clicando na categoria Pedra do Índio.

REFERÊNCIAS:

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE TURISMO E CULTURA DE EXTREMA, MG. Pedra do Índio, Extrema,MG.  Disponível em: http://www.extrematur.com.br/atrat_pedraIndio.html; Acessado em: 28/06/2011.

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GRAFISMORUPESTRE.COM. Abrigo da Pedra do Índio – Extrema – MG. Disponível em: www.grafismorupestre.com; Acessado em: xx/xx/xxxx.

Para fotografias:
Nome da fotografia. Fonte: www.grafismorupestre.com.